Vestir-se com consciência

Para que eu me visto? Até que ponto meu vestuário tem representado minhas convicções existenciais? Tenho critérios claros na hora de escolher minha roupa ou apenas adiro às tendências voláteis da moda? Enfim, eu realmente tenho consciência sobre meu modo de vestir?

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A moda na modernidade vive de investimentos exorbitantes e incessáveis publicidades, tudo arquitetado com o intuito de atrair o consumidor. E uma das consequências disso é que a maioria das pessoas se deixa levar por todo o teatro das passarelas/mídia sem antes fazer uma análise crítica das suas escolhas: a identidade própria dá lugar à instabilidade do lançamento das últimas tendências.

Entretanto, é inegável que a forma como nos vestimos é uma linguagem pessoal que fala muito sobre nós mesmos e acaba por transmitir externamente aquilo que está por dentro de nós. Então, nada mais justo do que termos plena consciência das escolhas que fazemos quanto ao nosso vestuário.

O primeiro ponto a ser identificado é que o vestuário tem basicamente três finalidades, que são: agasalhar-se, cobrir sua intimidade e transmitir uma imagem para o outro.

Assim, antes de escolher que moda aderir, é essencial pensar se ela está satisfazendo suas funções básicas, ou seja, se está cobrindo minha identidade e respeitando minha dignidade, se me protege do frio e do calor, e se a imagem que estou passando realmente condiz com minha identidade e é conveniente para o próximo.

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Ademais, é importante perceber que a moda é um meio de integração e que exerce uma função social, porquanto revela os ideais predominantes daquele período e cultura. Nesse caso, é normal que se busque seguir os modelos determinados na sociedade para integrar-se e evitar ser colocado a margem por sua forma de vestir. O problema passa a existir quando os padrões que uniformizam a vestimenta socialmente vai de encontro á moralidade e princípios éticos básicos, expondo indevidamente ou ridicularizando a imagem humana e, consequentemente, atentando contra sua dignidade.

Por isso, não é prudente que sigamos a risca os ditames da moda. Nosso guarda-roupa é um reflexo das nossas atitudes e escolhas e, como tal, deve ser construído criteriosamente com base naquilo que somos e acreditamos.

A conclusão, diante disso, é que a moda propõe, mas somos nós que dispomos. Não podemos -nem devemos- ser meros reprodutores de tendências, mas sim homens e mulheres que sabem assumir seus valores com autenticidade e naturalidade, selecionando coerentemente inclusive o seu vestir!

 Por Letícia Braga

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