A quem interessa a hipersexualização da sociedade?

mulheres

Não é novidade para ninguém que certos movimentos se utilizam da nudez para promover causas. Uns resolvem mostrar os peitos de mulheres no meio da rua, já outros entendem que garotas devem usar shorts em locais inapropriados e criarem slogans falando de suas partes íntimas de forma esdrúxula. Tudo isso acontece de tal forma, que mulheres modestas estão sendo coibidas de simplesmente serem o que são, por vezes sendo alvo de zombaria por parte de feministas desorientadas de internet –vejam o caso Marcela Temer.

Seria isso uma demonstração de liberdade feminina? Bem, se formos ver pela história, uma das mulheres mais poderosas que eu já vi nesse mundo, dona Margaret Tatcher, se vestia de forma completamente recatada. Ser imodesta demonstra alguma força de virtude? Não é por aí, e não preciso nem ir tão longe pra isso: a mulher mais forte que eu conheço, minha namorada, jamais teve como princípio fundante de sua força vestes deslocadas de sua real situação.

Então, quem diabos –e certamente foi o próprio- colocou na cabeça dessas senhoras que ser tão imodesta, tão imprudente e inadequada no modo de vestir é ser livre?

Tudo começou com o movimento de libertação sexual (sexual liberation). Aquele burburinho todo nos anos 60 já eram as primeiras respostas sociais aos estímulos visuais, auditivos, educacionais e psicológicos provocados há anos por organizações multinacionais e intelectuais de esquerda que desenvolveram um conjunto de materiais e ações propriamente com o intuito influenciar e conquistar o imaginário, i.e. o conjunto de captações imaginativas, de cada cidadão, sobretudo de jovens, que são extremamente voláteis por falta de experiência, sendo uma presa fácil para qualquer mal intencionado de primeira viagem.

Sei bem que o comum seria pensar que o que aconteceu àquela época foi algo espontâneo e justo que visava a liberdade humana e o supremo bem –oh, céus, dêem-me um lenço!-, no entanto a realidade é um pouco –muito!- diferente.

A idéia básica desse movimento era associar a total falta de pudor ao poder. Como se faz isso?

Para todos nós, existe uma certa exigência de vestimenta e de comportamento diante da sociedade. Nós não vivemos sozinhos. Na praia, por exemplo, os homens se vestem menos e as mulheres mais. Já em ambientes menos casuais, isso se inverte, o homem tem de usar paletós e gravadas, que cobrem o corpo inteiro, já a mulher pode usar um simples vestido até o joelho, com braços de fora e sem nada apertando seu pescoço. Temos uma facilidade em notar que isso trata-se de uma convenção social. Porém uma convenção baseada no bom senso e em parâmetros já conservados pelo ser humano há milênios, algo que visa manter alguma ordem básica em um ambiente, algo assegurado pela própria humanidade como melhor forma para sustentar um trato social minimamente digno.

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Acontece que o movimento de libertação sexual surge -também- justamente como uma rebeldia ante à construções sociais. Dessa forma, quanto mais parâmetros de convenções o movimento vem a quebrar, mais “empoderamento” para os indivíduos que o compõem. Quanto mais fundamentais forem esses parâmetros, melhor. Quanto mais se quebra parâmetros e convenções sociais, menos poder na mão do patriarcado que fundou todos eles.

Ao haver uma quebra dessa magnitude na história humana por parte de um grupo, o mesmo grupo ganha um imenso poder, afinal, imagina-se que está nele uma forma melhorada de elaborar o que em mais de dois mil anos de experiência a humanidade não conseguiu –e aqui faz sentido o foco nos jovens, pois quanto menos noção temporal, mais fácil o domínio, haja vista a bizarra capacidade do jovem de pensar que o mundo surgiu junto a seu nascimento.

Bem, isso é o que os militantes da liberdade sexual acham que fazem. Agora vamos para a realidade.

Temos que ao incentivar mulheres e homens em geral que a falta de pudor lhes fornece poder, ambos irão procurar enxergar a exibição de seu sexo como uma fonte de potência. No entanto, apesar de ambos exalarem sexualidade, ao olharmos para a relação entre o homem e uma mulher, fica claro como a água que a questão da atração surge por parte da mulher, enquanto o homem fica encarregado de gerar a iniciativa, de realizar uma ação. A mulher estimula e o homem age. Sendo assim, o entrelace sexual depende, n’um conjunto, da mulher, porque ela coordena o agir do homem. Sem a vontade e o estímulo feminino, nada se inicia -exceto em casos de assédio, óbvio. O poder da sedução é um poder eminentemente feminino –e aqui você mulher pode ficar um pouco preocupada se seu marido ou namorado perde muito tempo brincando de ser bonito, em breve ele pode ser tornar sua amiga e não mais seu parceiro.

Visto dessa forma, para quê criar distribuir homogeneamente o investimento nos movimentos se dominando a mulher e incentivando uma ruptura com a heteronormatividade se poder levar o homem junto?

Não por menos o feminismo é uma parte grosseira e ativa -junto ao Ativismo LGBT- do movimento de libertação sexual. Se você perceber, as principais causas feministas estão totalmente relacionadas ao sexo, desde o aborto ao uso de shorts em locais inapropriados. Em pouco tempo, nós temos uma série de questões particulares, muitas vezes exclusivamente privadas, transformadas em discussões públicas. Precisamente, se tira o debate do ambiente familiar e o transforma n’um emaranhado burocrático que cabe ao Estado –sempre com boas intenções, esse rapaz!- desvencilhar.

Trocando em miúdos: A força de cada família na sociedade e os laços que a compõem são diluídos para que cada ser humano exista apenas como um indivíduo completamente desarraigado, desprovido de raízes, tornando-se um agente inofensivo ante às seduções cognitivas tanto por parte do aparelhamento estatal quanto por parte de um mercado dominado por amigos do governo. Cada indivíduos vira um ser flutuante, sem rumo, cultura, cargas existenciais, ou o equivalente disso em termos modernos –cultura se torna filme dos Vingadores, drama existencial é saber se a Nomi de Sense8 vai ou não resolver sua situação, dentre outros.

***

Enquanto isso, há um engrandecimento das funções do Estado, bem como uma transformação das grandes famílias bilionárias em associações aristocráticas. Sua família se fragmenta, mas a dos Rockfeller continua perene por décadas. O seu poder diminui, o deles aumenta. Você tem uma família fragmentada, ele tem uma tradicional, e por isso mantêm o poder inerente a essa instituição civil -a família.

O valor família pode passar um tanto desapercebido, já que parece algo tão natural e comum. Porém, a verdade é que a família é um poder. Se a sociedade civil é um conjunto de famílias, cada uma delas tem certo poder acumulado hereditariamente. Quanto maior uma família, mais poder de influência ela exerce, mais autoridade ela retém, porque mais fortes se tornam os laços de compromisso com a família em si, e menos com ideologias, causas partidárias, burocracias do Estado e toda sorte de maluquices liberais que o mundo moderno venha a oferecer. Quem vai preferir obedecer ao chefe do partido do que obedecer à sua mãe? A Família é um laço de poder muito maior e mais forte.

Por isso mesmo, há grande interesse em dissolvê-la. Quanto mais sujeitos soltos, sem rumo, sem laços, menos poder ele possui, mais sujeito à invenções burocráticas e cognitivas ele estará. Nesse sentido, há total razão em incentivar, por exemplo, que a formação de “famílias” homossexuais, afinal, dali não há produção alguma, vínculo sanguíneo algum, apenas um afeto ocasional. Menos poder para o conjunto de indivíduos que deveriam formar uma família, mais poder para as tradicionais famílias por trás de todo o esquema, que apesar de incentivarem toda essa bagunça de “diversidade”, não acreditam nem por um segundo sequer que isso se trata realmente do princípio fundante de uma civilização. Ao contrário, é por saberem que não é, que mantém suas famílias intactas enquanto fomentam a confusão nas famílias alheias.

Ao final das contas, o feminismo não passa de mais um movimento composto por impotentes e desorientados controlados por esses grandes poderes que, por sua vez, visam comandar os acontecimentos públicos e privados da sociedade civil. Todas as causas do tal movimento são geradas precisamente com o intuito de desembocar em possibilidades de articulação para os poderosos -George Soros, Fundação Ford, Fundação McArthur, Rockfeller- que chamaremos de “O Consórcio”, como no livro homônimo de Nicholas Hagger.

Indo, finalmente, aos casos concretos de sexualidade, quanto mais mulheres -vamos falar o português claro: adolescentes, nenhuma mulher adulta acha feminismo algo sério- aderirem ao “empoderamento sexual”, mais estímulos sexuais visíveis você coloca nas relações sociais. Como sempre foram educadas para acreditarem viver sem raízes na sociedade, e que tudo não passa de uma construção, a coisa mais normal do mundo -como regras de vestimenta para um local- se torna o absurdo dos absurdos. O pior, as feministas realmente acreditam nisso, muitas realmente pensam que estão montadas nas razão. É o ódio ao bom senso.

As roupas que vestimos, nosso comportamento, as palavras que usamos, tudo passa uma mensagem, explícita ou implícita. Quando um homem usa um terno, a mensagem que ele quer passar é de seriedade. Quando uma mulher usa uma roupa um pouco mais modesta, a mensagem que ela quer passar é de auto-controle. Agora quando uma moça usa uma meia arrastão com um short para ir ao shopping -um local cheio de gente e nenhum pouco íntimo-, que mensagem ela passa com isso? Não vou me atrever a descobrir as loucuras de sua mente, porém, isso é inegavelmente um estímulo sexual para qualquer homem, ou para qualquer lésbica (rs).

Quando se tem mais e mais pessoas entendendo estímulos sexuais evidentes como normal -e aqui cabe também a ultra exposição presente em filmes hollywoodianos-, de tanto acumular em quantidade de casos, há um salto de qualidade. Agora não se trata mais uma questão apenas de estímulo visual, passa a ser uma questão de gerar nas pessoas uma compulsividade sexual. Casos e mais casos de estupro começam a surgir, casos e mais casos de gravidez não planejada na juventude, casos e mais casos de insatisfação sexual no casamento que geram traição e/ou divórcio.

Todo aquele debate entre “a culpa é da mulher que usa roupa provocante” contra “a culpa do estuprador” não faz sentido nenhum, pois a explicação da situação foge completamente a esse estereótipo. O fato de existirem malucos não torna uma mulher individualmente culpada pelo que ela usa. No entanto, a massificação de um comportamento incentivado pelos movimentos de libertação sexual geram gradativamente a proliferação de dementes como esses.

No caso de gravidez não planejada, sobretudo na adolescência, ao surgir a proposta de legalização do aborto, ela não vem para dar assistência às mulheres ou para acalmar os corações das famílias. A proposta surge justamente para que haja um desenfoque no ambiente familiar e um enfoque no ambiente jurídico. Com isso, o Estado passa a coordenar a relação da mulher com o ambiente, enquanto o parceiro, futuro marido, fica n’um tímido segundo lugar. Não somente o Estado, mas quando vamos analisar a indústria do aborto, ela é comandada por aqueles mesmos meta-capitalistas –O Consórcio- já citados anteriormente. Novamente, a estrutura familiar civil comum se desfaz para conferir mais poder sobre indivíduos à famílias -sempre tradicionais- de uma espécie de Aristocracia Empresarial.

Veja, eles têm o controle sobre o nascimento de cada indivíduo, eles têm o domínio sobre o movimento de disrupção das famílias. São menos pessoas nascendo, menos vínculos sendo estabelecidos pelo meio familiar, mais autoridade para o Estado e para o Consórcio, mais alienação para o indivíduo diante da realidade. A autoridade irá concentrar-se, em questão de tempo, naqueles cuja família se estende ao longo de extensa hierarquia e, portanto, tem grande poder de influência em suas mãos. Eis o motivo de existir tantos movimentos financiados para agir massivamente contra a família.

Por isso que sempre se faz necessário esclarecer o caráter auto regulador desses movimentos. Para que haja essa concentração de poder se faz necessária a crença perpétua em uma espécie de machismo ou de patriarcado. Logo, torna-se fundamental que em toda ação do movimento aconteça também uma contra-ação. Se de um lado eu estimulo sexualmente as mulheres gerando o empoderamento, por outro, eu gero uma série de compulsivos sexuais que futuramente podem assediá-las, reforçando a idéia de patriarcado. Eu saboto o machismo e o estimulo ao mesmo tempo. A causa sempre se mantém viva e o poder continua concentrado em seus financiadores.

Claro, tudo Isso escapa completamente à capacidade cognitiva dos militantes, que pensam estar lutando por um mundo justo e radiante.

À vista do exposto, temos como algo inegável que a hipersexualização da sociedade serve, sobretudo, ao Estado Moderno, que se aproveita das nuances das relações sociais para transferir jurisdições privadas para o domínio público. Conquanto, serve também aos integrantes do Consórcio, que vêem na desestruturação da família -dos outros-, mais especificamente da mulher, uma fonte inesgotável de poder sobre os -agora esparsos- indivíduos da sociedade civil.

Por Mateus Matos Diniz. 

4 comentários sobre “A quem interessa a hipersexualização da sociedade?

  1. Maria Goretti disse:

    Exatamente isso!!!Além do quê a “mensagem trocada”:me visto de forma vulgar,falo de forma vulgar,mas não admito que me tratem de forma vulgar…Haja paciência para essas mulheres enlouquecidas,manipuladas por uma facção maquiavélica que usa à exaustão o lema “dividir para governar”…

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