Por que ser virtuoso?

Em um primeiro momento, questionar-se “por que ser virtuoso” pode parecer uma pergunta tão retórica quanto “por que fazer o bem”. Entretanto, dentro da perspectiva difundida atualmente, percebe-se a sutil tendência de se considerar a busca pelas virtudes como algo ultrapassado ou desnecessário, quase como se ela fosse uma afronta à espontaneidade – que, por sua vez, tem sido um valor superestimado. É como se o bonito fosse ser o mais “descolado” possível, que ser bruto e usar palavras de baixo calão é cool se isso te faz parecer mais engraçado ou que o bom é ter “sucesso” sem ter trabalho. Poderia enumerar aqui tantos outros exemplos, inclusive no campo da moda, em que o vício tem sido exaltado ao invés da virtude, mas o foco é demonstrar que, ao contrário do difundido pelo senso comum, vale a pena ser virtuoso…

Continuar lendo Por que ser virtuoso?

Assunção de Maria e a dignidade da mulher

A solenidade da Assunção de Maria aos céus, em corpo e alma, não se trata apenas de uma devoção mariana reconhecida pela Igreja Católica, é a certeza real do cumprimento das promessas de Deus.

assunMaria já alcançou a realização final: foi o primeiro ser humano assunto ao céu, antes da parusia, além do próprio Filho de Deus. E nesses tempos de confusão ideológica, válido ressaltar: era uma mulher! O que nos confere uma melhor compreensão do valor e da dignidade feminina. A mulher Maria, assumida por Deus, não deixa de ser humana, mas ilumina a realidade humana do ser de toda mulher.

E um dos pontos centrais que deve ser observado na proclamação da Assunção de Maria é que  este se deu corporalmente: Maria  foi assunta na sua totalidade e não apenas uma parte do seu ser. Isso diz respeito à nossa indestrutível unidade – corpo e alma – que nos confere identidade própria e riqueza de diversidade. Não somos nem só matéria, que logo perece, e nem muito menos uma alma aprisionada no corpo. Somos “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”.

Continuar lendo Assunção de Maria e a dignidade da mulher

Mudando de dentro para fora

Desde pequena, amei escutar a história de cada um, assim podia entender o que havia dentro que refletia na parte de fora. Aquele velho ditado do “interior para o exterior”. Junte isso à atração pela moda e tendências presentes no universo feminino. Acabei construindo um estilo, que combinava com minha forma de me comunicar, revelando o que eu sentia e vivenciava.

guarda-roupa-modestia

Mas foi na fase de jovem adulta que conheci a virtude da modéstia e desconstruí algumas “verdades”. Aliás, ela – a modéstia – sempre esteve ali, presente ou vagando entre os pensamentos. Porém a ideia clara se apresentou de forma mais consistente depois. Com o conhecimento, a virtude foi se ampliando e moldando os traços de minha personalidade. E assim continua.

O resultado disso é que, na forma de me vestir, posso mostrar quem eu sou e como gosto de viver: modestamente. O problema é que, por ser uma decisão mais recente, meu guarda-roupa não está nem perto do ideal que gostaria. Como todo processo na vida leva tempo e dedicação, não tem sido diferente para mudar o meu estilo.

Continuar lendo Mudando de dentro para fora

A quem interessa a hipersexualização da sociedade?

mulheres

Não é novidade para ninguém que certos movimentos se utilizam da nudez para promover causas. Uns resolvem mostrar os peitos de mulheres no meio da rua, já outros entendem que garotas devem usar shorts em locais inapropriados e criarem slogans falando de suas partes íntimas de forma esdrúxula. Tudo isso acontece de tal forma, que mulheres modestas estão sendo coibidas de simplesmente serem o que são, por vezes sendo alvo de zombaria por parte de feministas desorientadas de internet –vejam o caso Marcela Temer.

Seria isso uma demonstração de liberdade feminina? Bem, se formos ver pela história, uma das mulheres mais poderosas que eu já vi nesse mundo, dona Margaret Tatcher, se vestia de forma completamente recatada. Ser imodesta demonstra alguma força de virtude? Não é por aí, e não preciso nem ir tão longe pra isso: a mulher mais forte que eu conheço, minha namorada, jamais teve como princípio fundante de sua força vestes deslocadas de sua real situação.

Continuar lendo A quem interessa a hipersexualização da sociedade?

Vestir-se com consciência

Para que eu me visto? Até que ponto meu vestuário tem representado minhas convicções existenciais? Tenho critérios claros na hora de escolher minha roupa ou apenas adiro às tendências voláteis da moda? Enfim, eu realmente tenho consciência sobre meu modo de vestir?

72a38e05ed4da1cab5ec701d72cc7b98

A moda na modernidade vive de investimentos exorbitantes e incessáveis publicidades, tudo arquitetado com o intuito de atrair o consumidor. E uma das consequências disso é que a maioria das pessoas se deixa levar por todo o teatro das passarelas/mídia sem antes fazer uma análise crítica das suas escolhas: a identidade própria dá lugar à instabilidade do lançamento das últimas tendências.

Entretanto, é inegável que a forma como nos vestimos é uma linguagem pessoal que fala muito sobre nós mesmos e acaba por transmitir externamente aquilo que está por dentro de nós. Então, nada mais justo do que termos plena consciência das escolhas que fazemos quanto ao nosso vestuário.

O primeiro ponto a ser identificado é que o vestuário tem basicamente três finalidades, que são: agasalhar-se, cobrir sua intimidade e transmitir uma imagem para o outro.

Continuar lendo Vestir-se com consciência

Uma pequena análise do que mais importa.

blogueira-1

                   Acredito que essa foto circulou no Facebook de muitas pessoas. Se trata de uma blogueira que, não aguentando mais a vida dúbia que levava, decidiu revelar o que se passava por trás das câmeras. O depoimento comovente da jovem me inspirou para escrever o texto a seguir.

Continuar lendo Uma pequena análise do que mais importa.